Blog de investigação do aluno Nuno Escudeiro, com finalidade de partilhar informação sobre a sua dissertação de mestrado, um documentário sobre os contrastes culturais entre Portugal e a Finlândia.

13
Nov 11

 why did I chose this area?

Identity.
Who am I?
The basic question, through all the centuries, that has remained unanswered.
Within the new postmodern context, we’ve found that we must reformulate this question. Growth in society models people, influencing and defining who we are. Since we’re children untill we are adults, society is what breeds us.
We should not answer who am I as an individual, but who am I as a collectivity?
How do we eat? How do we build? How do we love? How do we hate?
How can we know what we are? How can we represent what we are?
What does it mean to be Portuguese?  What does it mean to be an European?

To find an answer, we will find an opposition, a culture far away, on the other tip of the continent.
Finland.
How do they eat? How do they build? How do they love? How do they hate?
How can we represent what we are?
Who are we?
Identity.

There is no possible way to answer this question. All we can do is reformulate the questions. So, the question gets more complex, more intricate. How do we raise questions?

This work aims to raise questions about identity on the self, through the exposition of our diferences, our convergences and our divergences.
The way to do so is to raise these questions visually, through video, through documentary, through art, through science, through concept.

what title would I give to my work, at this moment?


From Aveiro to Lapland: Visual representation of an identity

“(Not) gonna do's, perhaps I'll do, don't have clues" of my investigation project


Gonna do:

Document life both on Finland and on Aveiro, finding a way to contrast and compare them, so the diferences between the two cultures may be attained by spectator

Create an anthropological conceptual model to represent a culture, composed from different elements that represent the basis of society, of identity

Create a visual documentary, resulting from the products I’ve collected


Don’t have a clue:
How I should structure my research method and my conceptual model

1. Introduction

1.1 Object of study

1.2 Objectives

1.3 Relevence of the study


2. Culture and identity

2.1 Concepts and definitions

2.2 Theoretical anthropological elements

2.3 Etnographical techniques to apply in field work


3. Social and political contexts in study

3.1 Finland

3.2 Portugal

3.3 Europe


4. Video Documentary, an artistic and a scientific tool

4.1 Different types of documentary

4.2 The role of documentary in anthropological scientific  studies

4.3 The role of documentary in artistic expression


5. Film aesthetics

5.1 Aesthetic and expressive elements to consider in the elaboration of the work


23
Set 11

Em dois cantos extremos, opõe-se dois países, periféricos do mesmo continente Europa.

Na “Jangada de Pedra”, Saramago enunciou a viagem da Península Ibérica pelo Oceano Atlântico fora, até ao destino em que culturalmente sempre devia ter estado, um ponto entre a América do Sul e a América central.

A noção de identidade influi a questão, se Portugal se dista da cultura europeia e se se pretende lançar mar fora até outros continentes, não o quererá também a Finlândia, junto da sua Península fazer? Será que se sentem como pertencentes à mesma cultura que a Alemanha e a França? Ou, levantando uma questão que poderemos, eventualmente, responder, será que sentem como pertencendo à mesma cultura que Portugal? E Portugal, como vê a Finlândia?

Finlândia e Portugal, antípodas culturais do pé de terra a que chamamos Eurásia, marginais perante a imponente Europa central. Este projecto procura explorar as duas culturas e a eventual segregação do restante continente.

Os contrastes encontram-se nos mais simples níveis, no domínio religioso do protestantismo e, em menos peso, católico ortodoxo finlandês, com o domínio apostólico português; nos dias e noites infinitas com os dias e noites finitos; nos espaços amplos e funcionais com os espaços apertados e estéticos, no kitsch com o anti-kitsch, na tradição e folclore, em Jolly Braga Santos, Lopes Graça e Sibellius, de Manoel de Oliveira a Aki Karusimaki (ainda teria de ver os filmes, é só conceito), nas raízes linguísticas, nas diferentes abordagens da interacção social, da sexualidade, no papel económico que desempenham perante a União Europeia.

Ouvimos recorrente a metáfora de que “os extremos se tocam”, tocando-se, assim, os gélidos desertos lapões com os abafados desertos alentejanos, a concepção de identidade como uma oposição ao domínio e influência estrangeira, a forte concepção de social-democracia sobre a qual ambos os países habitam.

Este trabalho propõe-se a explorar estas jangadas de pedra, as suas viagens, os materiais sobre a qual são construídas, as estruturas, as formas, as texturas de cada elemento, o ego dos Homens que as navegam, os destinos e, mais importante, as viagens, para que mares navegam estas periferias, como se tocam, como se distam, que contrastes, que lugares comuns?


Novembro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30


subscrever feeds
arquivos
2011

mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO